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No primeiro movimento público em busca de unidade, seis pré-candidatos do centro à Presidência divulgaram hoje manifesto com críticas a ameaças à democracia enfrentadas pelo país. Um dia depois da troca no comando das Forças Armadas pelo presidente Jair Bolsonaro, os postulantes afirmaram que é preciso “defender” o Brasil do autoritarismo.

O “manifesto pela consciência democrática”, divulgado hoje pela assessoria do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), traz a assinatura do tucano; do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); do ex-governador Ciro Gomes (PDT); do apresentador Luciano Huck (sem partido); do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), e do ex-presidente do Novo João Amoêdo.

Todos os signatários do manifesto são cotados para disputar a Presidência em 2022, mas os partidos de centro e centro-direita passaram a cogitar um nome único desse campo político para a eleição presidencial após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperar os direitos políticos e poder participar das próximas eleições.

No dia em que o golpe militar completa 57 anos, o manifesto lembra da luta pela redemocratização e da mobilização pelas Diretas Já, que reuniu “diferentes forças políticas no mesmo palanque” e “possibilitou a eleição de Tancredo Neves para a Presidência da República, a volta das eleições diretas para o Executivo e o Legislativo e promulgação da Constituição Cidadã de 1988”.

“Três décadas depois, a democracia brasileira é ameaçada”, afirmam no texto. “Cabe a cada um de nós defendê-la e lutar por seus princípios e valores. Não há Democracia sem Constituição.”

Os signatários afirmam que fora da democracia o que existe é o “excesso, o abuso, a transgressão, o intimidamento, a ameaça e a submissão arbitrária do indivíduo ao Estado”.

“Exemplos não faltam para nos mostrar que o autoritarismo pode emergir das sombras, sempre que as sociedades se descuidam e silenciam na defesa dos valores democráticos”.

Hoje à tarde, sete partidos de oposição a Bolsonaro também divulgaram nota com alertas sobre as ameaças à democracia. Dirigentes das legendas de esquerda e centro-esquerda acusaram o presidente de tentar cooptar as polícias e politizar as Forças Armadas e disseram que o país enfrenta ameaças à democracia. Ao lembrarem dos 57 anos do golpe militar, afirmaram que é preciso barrar a “escalada” de autoritarismo no Brasil.

Assinaram a nota o PSB, PDT, PT, Psol, PCdoB, Rede Sustentabilidade e UP.