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Na manhã do dia 22 de fevereiro, o promotor de justiça Márcio Antônio Alves de Oliveira, da Comarca de Cantanhede, se reuniu com o secretário de Estado de Segurança Pública, Leonardo do Nascimento Diniz. Na ocasião, foi acertada a designação de um delegado para responder, pelo período de 30 dias, pela referida comarca e, posteriormente, a nomeação de delegado titular, quando um novo grupo de aprovados no último concurso para a área for chamado.

No encontro, realizado na sede da Secretaria de Segurança Pública, em São Luís, Márcio Antônio de Oliveira enfatizou que existe uma grande deficiência na segurança de Cantanhede, que abrange ainda os municípios de Matões do Norte e Pirapemas, totalizando mais de 70 mil habitantes.

“Com a falta de delegado titular, este órgão ministerial sempre que possível oferece denúncias a partir dos autos de prisão em flagrante ou mesmo requisita as prisões diretamente às polícias Militar e Civil quando cabíveis. As autoridades policiais das delegacias de Itapecuru-Mirim e de Miranda do Norte também prestam apoio”, informou.

O representante do Ministério Público do Maranhão acrescentou que a falta de delegado em Cantanhede tem dificultado a solução de muitos crimes, inclusive alguns que vitimaram crianças e idosos. “Recente relatório do Conselho Tutelar apontou 47 crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual cuja situação fora relatada à Polícia Civil e os supostos pedófilos seguem impunes ante a ausência de delegado titular”, afirmou.

E completou: “Afora estes grupos de hiper vulneráveis, vítimas de furtos, roubos e homicídios não elucidados ou com deficiências investigativas, acumulam-se na comarca, sempre que ocorre a impossibilidade jurídica de atuação em flagrante ou de oferecimento prematuro de inicial acusatória”.

PARCERIA

Na reunião, o promotor de justiça, que é oficial da reserva da Polícia Militar e já foi delegado, enfatizou que busca sempre auxiliar as polícias Civil e Militar por meio da destinação de equipamentos de informática, a exemplo da recente entrega à Delegacia de Miranda do Norte e ao Quartel de Polícia Militar de Cantanhede.

O superintendente da Polícia Civil da Capital, Carlos Alessandro, e o superintendente da Polícia Civil do Interior, Guilherme Campelo, também reafirmaram o compromisso de solucionar o problema da ausência de delegado em Cantanhede.