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O candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) defendeu a reforma do sistema previdenciário como forma de reduzir a pobreza. Ele fez, nesta sexta-feira (16), um giro por estados do Nordeste e do Norte do país. Na Paraíba, Ciro passou pela cidade de Campina Grande, onde participou de comício e falou com a imprensa.

“Eu tenho proposta de um novo modelo previdenciário com três pernas. Primeira perna, um programa de renda mínima como um direito previdenciário. A segunda perna é o regime de repartição para todos os trabalhadores da iniciativa privada, que começando a relação formal de trabalho, passarão a ter um teto único. E a terceira perna é a adesão voluntária, se quiser completar a aposentadoria fora do teto, entra com uma cota de capitalização. Com isso, acaba a pobreza”, disse Ciro aos jornalistas que o aguardavam.

Perguntado se, faltando apenas 15 dias para as eleições, ele tinha confiança de que estaria no segundo turno, o candidato demonstrou disposição e confiança em sua campanha.

“Eu não luto porque confio. Eu luto porque é necessário. Vou fazer a metáfora do futebol. Eu estou me deslocando, estou fora da linha de impedimento, estou pedindo a bola, tenho experiência, já fui artilheiro. Estou no ponto. Se passar a bola eu faço um gol de placa e devolvo ao povo brasileiro a confiança no futuro”, declarou.

Em seguida, Ciro foi para Belém do Pará, conhecida como o portão de entrada para a Amazônia. O candidato fez um apelo pela pacificação dos ânimos nas campanhas políticas em todo o país.

“Eu até entendo o ódio, que não tem no meu coração, mas tem muita gente que não tem a vocação do perdão. O Brasil não pode deixar a eleição ser resolvida na base do fígado e do coração. Temos que resolver com o tutano, com a nossa inteligência”, pediu Ciro.

De Belém, o candidato ainda teve agenda política no Amapá, estado vizinho, que também faz parte da Região Amazônica. Ele discursou ao lado de lideranças políticas e candidatos, fazendo a defesa das principais bandeiras de sua campanha.